# Anitta quebra o feitiço de Ossanha e reescreve o poder feminino em Mandinga

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- Published: 2026-10-22T07:21:28+00:00
- Author: assessoriabrowbrow

No álbum EQUILIBRIVM, a faixa com Marina Sena usa o clássico de Vinicius de Moraes
e Baden Powell para mostrar a transição da sedução condicionada para a autonomia,
sem negar o passado da cantora.

Rio de Janeiro (RJ) A música “Mandinga”, parceria de Anitta com Marina Sena no álbum
EQUILIBRIVM, lançado em 16 de abril de 2026, começa sob um feitiço e termina com
ele quebrado. Anitta explicou que a faixa usa o sample de “Canto de Ossanha” para
abrir como se as cantoras estivessem enfeitiçadas, numa letra de sedução e conquista
que remete à Anitta de antes: beijo na boca, jogo de atração, o corpo como moeda
de troca.

No clipe, a ideia é que as mulheres estavam presas nesse canto de sedução imposto
por um mundo governado por homens, condicionadas a se envolver do jeito que o patriarcado
ensinou. A representação visual passa pela natureza. No meio da música, o feitiço
de Ossanha se rompe. Entra Marina Sena com um canto mais forte, e a letra vira afirmação
de independência: “Eu não vou em mandinga de ninguém, foi mamãe que ensinou a vigiar.
Não vou morar nas asas de ninguém, nem me apequenar pra te agradar.” Anitta foi 
direta: não é crítica ao que ela cantava antes. É processo de transição entre um
estilo e o que vem. “Continuo amando e me orgulhando de todo tipo de música que 
eu já fiz. Mas é como se fosse um processo de transição.” A faixa fecha com “Canto
de Ossanha não me pega” e imagens de caminho próprio: dançar, caminhar na beira,
parar só onde o mar espera.

No conjunto do EQUILIBRIVM, gravado em grande parte no estúdio da casa de Anitta
no Rio, a dualidade é o eixo. A artista, praticante de candomblé, coloca o sagrado
e o profano, a meditação e a festa, o corpo e a fé no mesmo disco. “Mandinga” é 
o ponto em que o encantamento cede lugar à vigilância aprendida e ao poder retomado,
sem apagar a Anitta que veio antes.
