# GOVERNO DOS EUA OBRIGA FLÁVIO BOLSONARO A RETIRAR “PRESIDENTE ELEITO” DA CARTA APÓS CHEGADA A MIAMI

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- Published: 2026-10-29T22:57:07+00:00
- Author: assessoriabrowbrow

O senador derrotado no segundo turno publicou versão inicial se autoproclamando 
o verdadeiro presidente eleito do Brasil, mas alterou o texto para “líder” depois
de intervenção de agentes do Departamento de Estado, segundo fontes da diplomacia
americana e relatos da GloboNews.

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Miami (EUA) O senador FLÁVIO BOLSONARO desembarcou na manhã de quarta-feira, 28 
de outubro, no aeroporto executivo de Opa-Locka, na Flórida, acompanhado da família,
após deixar o Brasil via Argentina e escala no Equador em jato particular. Horas
depois, circulou uma carta em que ele se dirigia ao povo brasileiro e à comunidade
internacional como o “verdadeiro PRESIDENTE ELEITO do Brasil”, alegando, sem apresentar
provas, que a vitória de LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA por margem de 4,4 milhões de 
votos no segundo turno do dia 25 resultava de fraude eleitoral, citando a prorrogação
da votação até as 19 horas e o acréscimo de votos do petista entre os turnos. No
texto, Flávio agradecia a DONALD TRUMP e a JAVIER MILEI pelo acolhimento, afirmava
que não fugia, mas saía de um “regime de exceção” para liderar a oposição a partir
dos Estados Unidos, e prometia mobilização por meios pacíficos. A primeira versão
do documento, divulgada por aliados como PAULO FIGUEIREDO, continha a expressão “
eu sou o presidente eleito” e referia-se a “criminosos que roubaram a eleição” como
parte de uma organização criminosa. Cerca de 40 minutos depois, uma segunda versão
foi postada nas redes, substituindo a autoproclamação por “líder do Brasil” e ajustando
trechos para “eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação”. Agentes ligados
ao DEPARTAMENTO DE ESTADO do governo Trump entraram em contato com Flávio e seus
interlocutores no mesmo dia, alertando que manter o termo “PRESIDENTE ELEITO” poderia
sugerir reconhecimento norte-americano e comprometer as relações diplomáticas com
o governo brasileiro, o que não atendia aos interesses dos EUA. A informação foi
confirmada sob reserva por três fontes da diplomacia americana à colunista MARIANA
SANCHES, do UOL, e repercutida por VALDO CRUZ, da GLOBONEWS, além de outras coberturas.

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Trump, questionado sobre a declaração de Flávio, afirmou que não comentaria o caso,
que havia autorizado a entrada no país por questões de segurança, mas que não se
envolveria, classificando a eleição brasileira como “muito estranha”. O Departamento
de Estado já havia concedido vistos humanitários à família antes da chegada. Flávio,
que deixou o Brasil sob ordem de recolhimento de passaporte do ministro ALEXANDRE
DE MORAES e em meio a contestações judiciais do resultado, apresentou a mudança 
de texto como ajuste, enquanto aliados sustentaram que a permanência no exterior
permite atuação política sem risco de prisão. A alteração evita que os EUA sejam
colocados na posição de abrigar alguém tratado como presidente eleito de outro país,
forçando ruptura com o governo que assumirá em Brasília. A carta final mantém as
alegações de fraude e o anúncio de que Flávio liderará a oposição a partir de Miami,
com estratégias de mobilização a serem detalhadas nos próximos dias.
