# JUSTIÇA DO PIAUÍ MIRA O GRUPO ALENCAR VELOSO EM FRAUDES COM A PREFEITURA DE FLORIANO E O GOVERNO DO ESTADO

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- Published: 2026-09-27T08:54:54+00:00
- Author: assessoriabrowbrow

Decisão de 4 de setembro atende a 1ª Promotoria e ao GAECO/MPPI; grupo é apontado
em contratos acima de R$ 111 milhões e tem ligação citada com o deputado estadual
Georgiano Neto (PSD).

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A Justiça do Piauí decretou medidas cautelares contra uma organização criminosa 
investigada por fraudes em licitações e desvio de recursos públicos em contratos
com a Prefeitura de Floriano e o Governo do Estado. A decisão, assinada em 4 DE 
SETEMBRO pela juíza JOANNA MASSAD DE OLIVEIRA, da Central Regional de Inquéritos
IV de Floriano, atende a pedido da 1ª Promotoria de Justiça e do GAECO/MPPI. Segundo
o Ministério Público, o chamado GRUPO ALENCAR VELOSO, comandado por HENRIQUE VELOSO
ALVES e NATANNE LEONÍLIA DE ALENCAR CARVALHO VELOSO, direcionava licitações e superfaturava
obras por meio de aditivos. O grupo é ligado, na apuração, ao deputado estadual 
GEORGIANO NETO (PSD). Um dos casos investigados envolve a reforma do MERCADO PÚBLICO
CENTRAL de Floriano. O valor final da obra teria sido combinado antes mesmo da assinatura
do contrato, conforme mensagens obtidas pela investigação. O grupo teria mantido
mais de R$ 111 MILHÕES em contratos com prefeituras do Piauí e com o governo estadual.
A lógica apontada pelo MP é de atuação anterior ao certame: aproximação de agentes
públicos, combinação de resultado e depois o uso de aditivos para inflar o preço
já acertado nos bastidores.

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Entre os alvos das buscas está WILSON MARQUES CAMPELO JÚNIOR, policial militar lotado
na Assembleia Legislativa do Piauí. Segundo a coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles,
ele foi preso pela Polícia Civil em 10 DE SETEMBRO, em Floriano, por suspeita de
desvio de recursos públicos, e liberado após pagamento de fiança. Wilson Júnior 
é filho de WILSON MARQUES CAMPELO, então secretário parlamentar no gabinete do deputado
federal JÚLIO CÉSAR (PSD-PI). O pai foi exonerado em 14 DE SETEMBRO, quatro dias
após a prisão do filho. Segundo pessoas próximas ao deputado estadual Georgiano 
Neto, filho de Júlio César, Wilson Júnior também atuaria como motorista do parlamentar
e homem de confiança do deputado, além de policial militar. O nome de Wilson Júnior
já havia aparecido em outra reportagem do Metrópoles sobre R$ 1,42 MILHÃO repassados
por uma construtora com contratos milionários com o governo do Piauí à WMC JR AUTO
CENTER, oficina registrada em seu nome e apontada com indícios de ser empresa de
fachada. Segundo a coluna, a prisão de setembro não tem relação com esse episódio.
A operação da Polícia Civil descreve um núcleo que, antes das licitações, se aproximava
de agentes políticos e prestava favores com a intenção de direcionar futuras contratações.
As medidas cautelares partem da tese de organização criminosa voltada a licitações
e contratos públicos no Sul do Piauí e na máquina estadual. A decisão judicial e
o pedido do GAECO/MPPI colocam no mesmo quadro o grupo apontado como comando do 
esquema, os contratos com a prefeitura e o Estado, a reforma do mercado público 
e o PM que circulava entre a Assembleia, a confiança política e o alvo das buscas.
Presunção de inocência vale para todos os citados. O que a Justiça e o Ministério
Público descrevem agora é o mapa de um dinheiro público que, segundo a investigação,
já saía combinado antes de o contrato existir no papel.
