# LULA DEFENDE MICROECONOMIA E CIRCULAÇÃO DE RENDA CONTRA A CONCENTRAÇÃO DE RIQUEZA EM ENTREVISTA NA GLOBO

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- Published: 2026-10-16T07:40:26+00:00
- Author: assessoriabrowbrow

Presidente e candidato à reeleição afirma que muito dinheiro na mão de poucos gera
pobreza e pouco dinheiro na mão de muitos gera riqueza, apostando em pequenos negócios
e MEIs em vez de cortes que recaiam sobre os mais pobres.

Brasília (DF) O presidente LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT) reafirmou nesta quinta-
feira, 15 DE OUTUBRO DE 2026, durante entrevista à TV GLOBO conduzida pela jornalista
RENATA LO PRETE, a tese que atravessa seus mandatos e agora a campanha de reeleição:
MUITO DINHEIRO NA MÃO DE POUCOS É POBREZA. POUCO DINHEIRO NA MÃO DE MUITOS É RIQUEZA.
A declaração, captada em clipe de cerca de vinte segundos e compartilhada por veículos
como o do jornalista HUGO GLOSS, resume a visão de que o crescimento brasileiro 
depende menos de austeridade clássica e mais da circulação de renda na base da economia.
Em segundo turno contra FLÁVIO BOLSONARO, LULA rejeitou a ideia de que o ajuste 
fiscal se resolva cortando do pobre e sustentou que o caminho é fazer a economia
crescer, com dinheiro rodando na mão do povo. Na sabatina, o candidato explicitou
a divergência com a avaliação do presidente do BANCO CENTRAL, GABRIEL GALÍPOLO, 
de que o modelo baseado na expansão da renda e do crédito estaria ultrapassado. 
LULA tratou a dívida pública com respeito e disse não querer que ela cresça, mas
defendeu que endividamento pode ser útil se construir ativos para o país. O único
jeito de reduzir o déficit em relação à dívida, argumentou, é crescer a economia,
não cortar do pobre. Toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo
pobre paga, e ele não aceita esse caminho. A microeconomia aparece como o motor:
fazer o dinheiro circular entre muitos, em vez de ficar concentrado em meia dúzia
de pessoas, sob risco de o BRASIL continuar pobre. A expectativa expressa é de que
o país figure entre as oito maiores economias do mundo no ano seguinte.

Essa leitura se conecta a medidas concretas recentes voltadas aos microempreendedores
individuais. O pacote PROSPERA MEI anunciado dias antes inclui proposta de perdão
de cerca de R$ 12,6 BILHÕES em dívidas tributárias de aproximadamente 3,6 MILHÕES
de MEIs junto à Dívida Ativa da União, aumento do teto de faturamento da categoria
em direção a R$ 140 MIL, e a ideia de um PIX MEI de até R$ 5 MIL para investimentos
em pequenos negócios, sem necessidade de devolução do recurso, com impacto estimado
de R$ 5 BILHÕES entre 2027 e 2030. Há ainda movimentos para resolver dívidas bancárias
e ampliar a dispensa de notas em vendas a pessoas físicas. Para LULA, prosperidade
não é privilégio, mas direito, e o apoio a quem trabalha por conta própria fortalece
a circulação de renda que, na sua tese, transforma pequenos volumes distribuídos
em riqueza coletiva.

A narrativa se constrói sobre o contraste entre concentração e dispersão. Quando
a riqueza se acumula em poucos, a demanda se retrai, o consumo se limita e a pobreza
se institucionaliza. Quando valores menores circulam entre muitos, o giro acelera,
o pequeno comércio se move, o MEI gera emprego e o efeito multiplicador se espalha.
Políticas de reajuste do salário mínimo acima da inflação, isenções e incentivos
à base produtiva entram nessa lógica de estímulo pela demanda, em oposição a cortes
que, segundo o presidente, sempre recaem sobre quem menos tem. A entrevista também
tocou em outros temas do segundo turno, como a redução da maioridade penal para 
crimes hediondos, a relação com os ESTADOS UNIDOS e questões do Judiciário, mas 
o eixo econômico permaneceu o de rejeitar a austeridade que penaliza o pobre em 
favor da microeconomia e da circulação de renda. O eco da tese permanece aberto.
LULA apresenta a distribuição como motor de crescimento e a concentração como freio
estrutural. Críticos apontam riscos de endividamento e questionam a sustentabilidade
fiscal sem cortes, enquanto o mercado reage a sinais de continuidade dessa visão.
O fato concreto da entrevista de 15 de outubro é a reafirmação pública, em horário
nobre e a poucos dias do segundo turno, de que o caminho preferido é fazer o dinheiro
rodar na mão de muitos. O que isso produzirá na prática da economia brasileira, 
e como o eleitorado processará essa escolha entre microeconomia e austeridade clássica,
segue como a pergunta que a campanha e os próximos meses terão de responder.
