Krigor Scoca: o advogado que nasceu na fazenda e hoje organiza a terra no Piauí que já regularizou 146 mil imóveis No dia 14 de agosto inaugura, em URUÇUÍ, o espaço que transforma posse em segurança jurídica
No cerrado piauiense a terra exige braço, paciência e tempo. Foi nesse cenário de fazenda em fase de abertura, motor gerador no lugar da rede e luz tratada como luxo que Krigor Scoca cresceu. Viu o pai transformar cerrado em lavoura. Aprendeu cedo que a paz do campo não tem preço, mas que a liberdade só existe quando a propriedade está segura. Hoje ele leva essa memória para dentro do Direito. E o faz em 2026, quando o Piauí consolida uma das maiores operações de formalização do país. Os dados são recentes e precisos. Até fevereiro deste ano o Programa Regularizar, do Tribunal de Justiça, já havia formalizado 146.430 propriedades. Só em 2025 foram 101.355. Em janeiro a marca superava 112 mil. Pelo Casa Legal, da Secretaria de Administração, chegaram a 80 mil registros em abril, com meta de 100 mil até dezembro. Seis municípios já atingiram 100% do perímetro urbano: Novo Santo Antônio, Guaribas, Nossa Senhora de Nazaré, Floresta do Piauí, João Costa e Santa Filomena.
No campo, o Interpi manteve o ritmo. Entre 2023 e 2025 entregou títulos definitivos a mais de 10 mil famílias, beneficiando diretamente mais de 41 mil pessoas em 197 dos 224 municípios. Cinquenta territórios de povos e comunidades tradicionais possuem ações em andamento. Uma sentença reconheceu mais de 200 mil hectares como patrimônio público estadual. No Assentamento Macambira, em Batalha, um dos maiores da América Latina, a titulação já passou de 1.500 famílias. Em março de 2026, 250 novos títulos foram entregues em Floriano, nas comunidades Areal, Morrinhos e Tinguis. Esses números significam crédito, valorização patrimonial e transmissão aos herdeiros sem litígio. Significam menos conflitos e base sólida para o planejamento territorial. O Piauí tornou-se referência nacional e foi reconhecido pelo FIDA, agência da ONU, como modelo brasileiro, especialmente no atendimento a comunidades tradicionais.

Nesse cenário a trajetória de Scoca ganha densidade. Ele não trata a formalização como burocracia. Trata como extensão do que aprendeu na infância: o tempo não se perde, o prazo se cumpre, o chão precisa existir no registro para que a produção tenha futuro. “O princípio de toda produção é a terra regularizada”, resume. Sua prática une Direito Agrário, Ambiental e Imobiliário. Defende a propriedade rural acima de tudo. E no dia 14 de agosto, às 17h, inaugura o escritório no Bairro Santa Helena, em URUÇUÍ, ao lado da Clínica Mariane Bovino. Um espaço pensado para acolher, orientar e defender. A inauguração marca um novo capítulo. Em um Estado que já contabiliza 146 mil propriedades urbanas formalizadas pelo Judiciário e mantém o fluxo de titulação rural em dezenas de municípios, a presença de profissionais que entendem o campo por dentro e o Direito por fora faz diferença concreta. Porque formalizar não é apenas emitir documento. É cidadania, crédito, desenvolvimento e paz. E no Piauí de 2026 isso deixa de ser promessa para se tornar realidade, título por título, hectare por hectare, família por família.

Deixe um comentário