A promessa era de modernidade, mas a realidade do interior piauiense é torneira seca, conta de mil reais e vazamento que dura anos diante de uma empresa que silencia a imprensa. A recente concessão dos serviços de águas e esgotos no estado do Piauí prometia virar a página de um longo histórico de ineficiência. No entanto, a chegada da ÁGUAS DO PIAUÍ tem se transformado em um roteiro de humilhação para os cidadãos e de total omissão diante da opinião pública. Veículos de comunicação denunciam o colapso diariamente, mas a concessionária adota uma estratégia perversa: a política do silêncio absoluto.
O DESESPERO EM BERTOLÍNIA: TRÊS MESES DE SECA E CONTAS DE R$ 1.000

Nos espaços de atendimento, o clamor se resume a um grito contínuo: queremos água. A revolta em BERTOLÍNIA tem raízes cruéis. O município está há cerca de TRÊS MESES com as torneiras secas. O drama atinge os mais vulneráveis. Idosos doentes e crianças estão sem água para o básico. A indignação esbarra diretamente no bolso. Aposentados cuja renda mal cobre remédios essenciais relatam faturas exorbitantes, batendo a marca de R$ 1.000 por um serviço fantasma. O desmonte é tão literal que um poço da comunidade foi inutilizado após o gerador ser sumariamente arrancado e levado embora.
UM MAPA DE VAZAMENTOS E SUCATEAMENTO
A negligência não é um caso isolado. Ela é um modelo de operação. A investigação revela que municípios pequenos, que mais carecem de atenção, foram completamente abandonados à própria sorte por falta de mão de obra. Em CANAVIEIRA, moradores convivem com a inércia de uma empresa que não possui funcionários suficientes sequer para o trabalho básico de encanação. Em SEBASTIÃO LEAL e MANOEL EMÍDIO, cidades cortadas por vazamentos crônicos, a água limpa jorra pelas ruas durante meses, e em alguns casos anos, enquanto as torneiras das casas permanecem secas. A empresa assumiu o estado com um quadro de funcionários brutalmente reduzido em comparação à antiga estatal, tornando a manutenção nos pequenos municípios uma lenda urbana. As denúncias se acumulam, mas a resposta operacional é nula.
O SILÊNCIO ENSURDECEDOR E A HUMILHAÇÃO NO ATENDIMENTO
A falta de respeito adiciona contornos de humilhação. A empresa sequer entrega as faturas nas residências. O cidadão piauiense precisa sair de casa para conseguir emitir sua própria guia de pagamento, movido pelo medo de sanções, pagando rigorosamente em dia por um encanamento inútil. E enquanto o povo padece, a direção da concessionária simplesmente se abstém. Ignora as denúncias diárias da imprensa local e blinda seus executivos, tratando a voz da população como mero ruído de fundo.
ONDE ESTÃO A FISCALIZAÇÃO E OS CONTRATOS PÚBLICOS
A classe trabalhadora reafirma seu compromisso de pagar o que deve, mas exige o mínimo de dignidade. Diante do colapso e dos vazamentos históricos, é urgente questionar o papel de fiscalização do GOVERNO DO ESTADO e das agências reguladoras. Aos diretores da ÁGUAS DO PIAUÍ ficam as perguntas. Até quando a empresa continuará ignorando a imprensa e a população? Como justificam a total falta de funcionários para consertar vazamentos que duram anos em cidades como CANAVIEIRA e MANOEL EMÍDIO?
Aos órgãos reguladores fica a cobrança. Onde está a fiscalização sobre o número de funcionários da concessionária? Quais sanções estão sendo aplicadas frente à emissão de faturas abusivas para quem não recebe água há meses? A paciência e os reservatórios secaram. A população não vai mais tolerar pagar a conta de uma concessão que abandonou o Piauí.

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