Os Cartórios de Notas do Rio de Janeiro alcançaram a marca de 2.761 manifestações formais de doação de órgãos nos últimos dois anos por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO). A ferramenta digital, lançada em 2024, tem se consolidado como uma das principais iniciativas para incentivar a doação de órgãos no estado.
A AEDO, regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por meio do Provimento nº 164/2024, permite que qualquer cidadão fluminense maior de 18 anos registre seu desejo de doar órgãos de forma segura, gratuita e totalmente online. A plataforma foi desenvolvida pelo Colégio Notarial do Brasil (CNB/CF) e opera por meio do sistema e-Notariado.
Enquanto 2.761 pessoas já formalizaram sua vontade de doar, mais de 2.700 pacientes ainda aguardam na fila por um transplante no Rio de Janeiro, segundo dados do Ministério da Saúde. Em âmbito nacional, o número de pessoas na fila supera os 48 mil, o que reforça a importância de iniciativas como a AEDO para aumentar o número de doadores.
Como funciona a AEDO?
O processo é simples e 100% digital:
- Acesse o site oficial www.aedo.org.br ou o app e-Notariado;
- Faça login com certificado digital notarizado (é possível solicitar gratuitamente);
- Preencha o formulário e escolha quais órgãos deseja doar (coração, fígado, rim, pulmão, córnea, etc.);
- Selecione um cartório de notas do Rio de Janeiro;
- Realize a assinatura eletrônica com validade jurídica.
A autorização é integrada automaticamente à Central Nacional de Doadores de Órgãos e pode ser consultada pelos profissionais do Sistema Nacional de Transplantes. O documento tem plena validade legal e pode ser revogado a qualquer momento pelo cidadão.
Importância da formalização


A presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção Rio de Janeiro (CNB/RJ), Edyanne Moura da Frota Cordeiro, destacou a relevância da ferramenta:
“A celebração dos dois anos da AEDO reforça a importância de iniciativas que ampliam a conscientização sobre a doação de órgãos e facilitam o acesso da população a esse ato de cidadania por meio de uma ferramenta segura, acessível e totalmente digital.”
A AEDO surge como resposta à necessidade de dar mais transparência e segurança jurídica à vontade da pessoa, reduzindo dúvidas frequentes por parte das famílias no momento da perda.
Um ato de solidariedade que salva vidas
No Brasil, rim e fígado são os órgãos mais demandados. Apenas em 2026, o país já ultrapassou a marca de 3 mil transplantes realizados, mantendo a curva de crescimento dos últimos anos.
Especialistas enfatizam que a doação de órgãos não começa no hospital, mas sim com a decisão consciente do cidadão e o registro formal dessa vontade. A AEDO facilita exatamente esse primeiro passo.
Quer fazer sua parte? Acesse agora: www.aedo.org.br e formalize sua autorização. É rápido, seguro e pode salvar até 8 vidas.

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