sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Urgente
01:45   Jardyel Alencar: o deputado que matou no trânsito, fugiu da responsabilidade civil e agora ataca Silas Freire chamando a morte de uma mulher de “fake news”02:04   A JUÍZA MANDOU A DEFESA CALAR A BOCA, O PROMOTOR CHAMOU DE FACÇÃO E AINDA ASSIM ELES ABSOLVERAM TODO MUNDO03:25   O DEBATE QUE PARECIA PODCAST DE YOUTUBE NO PIAUÍ01:23   Krigor Scoca: o advogado que nasceu na fazenda e hoje organiza a terra no Piauí que já regularizou 146 mil imóveis04:17   O PROGRESSISTAS APOSTA EM REALITY, HUMOR E INFLUENCER PARA PREENCHER SUAS CHAPAS NO PIAUÍ20:45   A CENA MAIS EMOCIONANTE DE CHAVES NÃO FOI SURPRESA NENHUMA18:54   40 MIL VOTOS E UM MAPA QUE PARA EM NITERÓI: POR QUE ESSA CONTA NÃO ELEGE DEPUTADO FEDERAL NO RIO DE JANEIRO EM 2026 ?19:12   ADVOGADO PIAUIENSE VIRA SUSPEITO SÓ POR SER DO PIAUÍ01:45   Jardyel Alencar: o deputado que matou no trânsito, fugiu da responsabilidade civil e agora ataca Silas Freire chamando a morte de uma mulher de “fake news”02:04   A JUÍZA MANDOU A DEFESA CALAR A BOCA, O PROMOTOR CHAMOU DE FACÇÃO E AINDA ASSIM ELES ABSOLVERAM TODO MUNDO03:25   O DEBATE QUE PARECIA PODCAST DE YOUTUBE NO PIAUÍ01:23   Krigor Scoca: o advogado que nasceu na fazenda e hoje organiza a terra no Piauí que já regularizou 146 mil imóveis04:17   O PROGRESSISTAS APOSTA EM REALITY, HUMOR E INFLUENCER PARA PREENCHER SUAS CHAPAS NO PIAUÍ20:45   A CENA MAIS EMOCIONANTE DE CHAVES NÃO FOI SURPRESA NENHUMA18:54   40 MIL VOTOS E UM MAPA QUE PARA EM NITERÓI: POR QUE ESSA CONTA NÃO ELEGE DEPUTADO FEDERAL NO RIO DE JANEIRO EM 2026 ?19:12   ADVOGADO PIAUIENSE VIRA SUSPEITO SÓ POR SER DO PIAUÍ
Globoplay ao vivo
Justiça

QUEM FISCALIZA OS FISCAIS? O MODELO DOS TRIBUNAIS DE CONTAS VOLTA AO CENTRO DO DEBATE NACIONAL

7 min de leitura Verificado

Foto · @obrowbrow | The BrOW Brasil

MAS ANTES DE COMEÇAR ESSA LEITURA PROFUNDA DO CENÁRIO JURÍDICO, NOS RESPONDA; O MODELO DE INDICAÇÕES POLÍTICAS PARA OS TRIBUNAIS DE CONTAS COMPROMETE A PERCEPÇÃO DE INDEPENDÊNCIA DO CONTROLE EXTERNO?

Ação do MPF contra conselheira do TCE-PI, indicações políticas e vínculos entre fiscalizadores e agentes públicos reacendem discussão sobre a independência do controle externo no Brasil. O SISTEMA DE CONTROLE DAS CONTAS PÚBLICAS NO BRASIL vive um dos momentos mais sensíveis desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. Em meio ao avanço de investigações, decisões judiciais envolvendo gestores públicos e sucessivos questionamentos sobre a efetividade da fiscalização, cresce um debate que ultrapassa um único estado e alcança todo o país: QUEM FISCALIZA OS FISCAIS? Os Tribunais de Contas exercem uma das mais importantes funções da administração pública. São responsáveis por analisar a aplicação de recursos públicos, julgar contas em hipóteses previstas na legislação, emitir pareceres técnicos e auxiliar o Poder Legislativo no exercício do controle externo. Entretanto, a própria forma de composição dessas Cortes tem sido alvo de intenso debate jurídico e institucional. A Constituição permite que parte dos conselheiros seja escolhida por indicação da Assembleia Legislativa e do chefe do Poder Executivo. Embora o modelo seja constitucional, especialistas defendem que ele pode gerar questionamentos sobre a INDEPENDÊNCIA, A IMPARCIALIDADE E A APARÊNCIA DE ISENÇÃO dos órgãos de controle. No Piauí, essa discussão ganhou novos contornos após o Ministério Público Federal ajuizar uma ação civil pública por improbidade administrativa contra a conselheira REJANE DIAS, relacionada à sua atuação como gestora da Secretaria de Estado da Educação.

Outro aspecto que alimenta o debate sobre a independência dos Tribunais de Contas envolve a composição da própria Corte. A conselheira Lílian Martins exerceu mandato como deputada estadual antes de assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado do Piauí. Ela também é esposa do ex-governador Wilson Martins, mantendo vínculos familiares com uma das principais lideranças políticas do estado.

A ação ainda será apreciada pelo Poder Judiciário e não representa condenação, mas reacendeu o debate sobre a necessidade de fortalecimento da credibilidade institucional dos órgãos responsáveis por fiscalizar o poder público. O debate também alcança a trajetória de outros integrantes da Corte de Contas.

O conselheiro KLÉBER EULÁLIO exerceu anteriormente os cargos de deputado estadual, prefeito de Picos e governador interino do Piauí antes de assumir uma cadeira no Tribunal de Contas. Sua trajetória política ilustra uma discussão recorrente no meio jurídico: COMO GARANTIR A MÁXIMA INDEPENDÊNCIA DE UM ÓRGÃO DE CONTROLE QUANDO PARTE DE SEUS MEMBROS TEM LONGA ATUAÇÃO NA POLÍTICA PARTIDÁRIA?

Não se trata de questionar a legalidade das nomeações, previstas na Constituição, nem de presumir impedimentos individuais. A discussão é institucional. Especialistas em Direito Constitucional e Administrativo defendem que a legitimidade do controle externo depende não apenas da observância das regras formais, mas também da confiança pública de que seus integrantes atuam com absoluta imparcialidade. Quando antigos agentes políticos passam a integrar órgãos encarregados de analisar contas de governos, prefeitos e administrações públicas, o debate sobre possíveis conflitos de interesse deixa de ser apenas acadêmico e passa a integrar a agenda nacional sobre governança, transparência e integridade institucional. A Constituição estabelece que a administração pública deve observar os princípios da LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, PUBLICIDADE E EFICIÊNCIA. Esses princípios também orientam a atuação dos órgãos de controle, cuja credibilidade depende da percepção de independência perante a sociedade. Nesse cenário, cresce a defesa de mudanças estruturais no modelo de composição dos Tribunais de Contas. Entre as propostas frequentemente debatidas estão o fortalecimento dos critérios técnicos para escolha dos conselheiros, maior transparência nos processos de indicação, ampliação dos mecanismos de controle social e aperfeiçoamento das regras sobre impedimentos e conflitos de interesse. A discussão também reforça o papel da imprensa. Em uma democracia, analisar tecnicamente votos, pareceres, decisões e fundamentos jurídicos dos órgãos de controle não representa ataque institucional. Representa o exercício legítimo do controle social previsto na Constituição.

O fortalecimento dos Tribunais de Contas não depende da ausência de críticas, mas da capacidade de responder a elas com transparência, independência e prestação de contas. EM UM ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO, NENHUMA INSTITUIÇÃO ESTÁ ACIMA DO ESCRUTÍNIO PÚBLICO. QUEM EXERCE O PAPEL DE FISCALIZAR O PODER TAMBÉM DEVE ESTAR SUJEITO À FISCALIZAÇÃO DA SOCIEDADE, DA IMPRENSA E DOS DEMAIS MECANISMOS CONSTITUCIONAIS DE CONTROLE.

O ajuizamento de uma AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), REJANE DIAS, voltou a colocar em evidência um debate que há anos mobiliza juristas, especialistas em Administração Pública e entidades de controle social: COMO ASSEGURAR A INDEPENDÊNCIA DE QUEM FISCALIZA O USO DO DINHEIRO PÚBLICO?

Protocolada em junho deste ano, a ação do MPF também envolve ex-gestores da Secretaria de Estado da Educação e empresas contratadas para o transporte escolar em 2015. Segundo o órgão, há indícios de um SUPOSTO ESQUEMA DE DESVIO DE RECURSOS FEDERAIS vinculados ao Fundeb e ao Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate). O processo ainda será analisado pela Justiça, e os acusados terão direito ao contraditório e à ampla defesa.

O caso, entretanto, ultrapassa a esfera individual e REACENDE UMA DISCUSSÃO INSTITUCIONAL. Os Tribunais de Contas exercem uma das funções mais relevantes da administração pública: analisar contas, emitir pareceres e fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos. Ao mesmo tempo, grande parte de seus conselheiros chega ao cargo por indicação política, modelo previsto na Constituição, mas frequentemente alvo de críticas por especialistas em Direito Público.

O debate torna-se ainda mais sensível quando integrantes dessas Cortes passam a responder judicialmente por fatos relacionados à gestão pública exercida antes da nomeação para o cargo. Embora a existência de uma ação NÃO IMPLIQUE RESPONSABILIDADE DEFINITIVA, especialistas apontam que situações dessa natureza ampliam a necessidade de TRANSPARÊNCIA INSTITUCIONAL e reforçam a importância de mecanismos permanentes de controle sobre os próprios órgãos de fiscalização.

Nos últimos anos, também cresceram os questionamentos sobre decisões de Tribunais de Contas que aprovaram contas de gestores posteriormente investigados ou responsabilizados por outros órgãos de controle. Para juristas, a legitimidade do sistema depende não apenas da observância dos procedimentos legais, mas da percepção de INDEPENDÊNCIA, IMPARCIALIDADE E COMPROMISSO COM OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA MORALIDADE, DA IMPESSOALIDADE E DO INTERESSE PÚBLICO.

A

assessoriabrowbrow

Redação The Brow Brasil — jornalismo, investigação e cultura.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *