domingo, 25 de outubro de 2026
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Justiça

JUSTIÇA DO PIAUÍ MIRA O GRUPO ALENCAR VELOSO EM FRAUDES COM A PREFEITURA DE FLORIANO E O GOVERNO DO ESTADO

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Foto · @obrowbrow | REVISTA The BrOW Brasil

Decisão de 4 de setembro atende a 1ª Promotoria e ao GAECO/MPPI; grupo é apontado em contratos acima de R$ 111 milhões e tem ligação citada com o deputado estadual Georgiano Neto (PSD).

A Justiça do Piauí decretou medidas cautelares contra uma organização criminosa investigada por fraudes em licitações e desvio de recursos públicos em contratos com a Prefeitura de Floriano e o Governo do Estado. A decisão, assinada em 4 DE SETEMBRO pela juíza JOANNA MASSAD DE OLIVEIRA, da Central Regional de Inquéritos IV de Floriano, atende a pedido da 1ª Promotoria de Justiça e do GAECO/MPPI. Segundo o Ministério Público, o chamado GRUPO ALENCAR VELOSO, comandado por HENRIQUE VELOSO ALVES e NATANNE LEONÍLIA DE ALENCAR CARVALHO VELOSO, direcionava licitações e superfaturava obras por meio de aditivos. O grupo é ligado, na apuração, ao deputado estadual GEORGIANO NETO (PSD). Um dos casos investigados envolve a reforma do MERCADO PÚBLICO CENTRAL de Floriano. O valor final da obra teria sido combinado antes mesmo da assinatura do contrato, conforme mensagens obtidas pela investigação. O grupo teria mantido mais de R$ 111 MILHÕES em contratos com prefeituras do Piauí e com o governo estadual. A lógica apontada pelo MP é de atuação anterior ao certame: aproximação de agentes públicos, combinação de resultado e depois o uso de aditivos para inflar o preço já acertado nos bastidores.

Entre os alvos das buscas está WILSON MARQUES CAMPELO JÚNIOR, policial militar lotado na Assembleia Legislativa do Piauí. Segundo a coluna de Tácio Lorran, do Metrópoles, ele foi preso pela Polícia Civil em 10 DE SETEMBRO, em Floriano, por suspeita de desvio de recursos públicos, e liberado após pagamento de fiança. Wilson Júnior é filho de WILSON MARQUES CAMPELO, então secretário parlamentar no gabinete do deputado federal JÚLIO CÉSAR (PSD-PI). O pai foi exonerado em 14 DE SETEMBRO, quatro dias após a prisão do filho. Segundo pessoas próximas ao deputado estadual Georgiano Neto, filho de Júlio César, Wilson Júnior também atuaria como motorista do parlamentar e homem de confiança do deputado, além de policial militar. O nome de Wilson Júnior já havia aparecido em outra reportagem do Metrópoles sobre R$ 1,42 MILHÃO repassados por uma construtora com contratos milionários com o governo do Piauí à WMC JR AUTO CENTER, oficina registrada em seu nome e apontada com indícios de ser empresa de fachada. Segundo a coluna, a prisão de setembro não tem relação com esse episódio. A operação da Polícia Civil descreve um núcleo que, antes das licitações, se aproximava de agentes políticos e prestava favores com a intenção de direcionar futuras contratações. As medidas cautelares partem da tese de organização criminosa voltada a licitações e contratos públicos no Sul do Piauí e na máquina estadual. A decisão judicial e o pedido do GAECO/MPPI colocam no mesmo quadro o grupo apontado como comando do esquema, os contratos com a prefeitura e o Estado, a reforma do mercado público e o PM que circulava entre a Assembleia, a confiança política e o alvo das buscas. Presunção de inocência vale para todos os citados. O que a Justiça e o Ministério Público descrevem agora é o mapa de um dinheiro público que, segundo a investigação, já saía combinado antes de o contrato existir no papel.

RB

Redação The Brow Brasil

Redação The Brow Brasil, jornalismo, investigação e cultura.

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