O programa cobra a ÁGUAS DO PIAUÍ. A reportagem soma o que a imprensa já publicou sobre a AFNE no TIBÉRIO NUNES e o modelo de OS que empurra a dignidade do interior para o corredor.

A parte da água é do SILAS TV. SILAS FREIRE pôs no ar o que prefeito, promotor e juiz já tinham escrito: a ÁGUAS DO PIAUÍ, do grupo AEGEA, assumiu a concessão com outorga de R$ 1 BILHÃO e até R$ 9,6 BILHÕES anunciados em 35 ANOS, e a população ainda mede o contrato pela torneira seca. A parte da saúde é desta redação. Junta o que Portal AZ, Intercept Brasil, Coren-PI, TCE-PI, CGU e Polícia Federal já publicaram sobre organização social na rede hospitalar. Não é a mesma empresa. É o mesmo desenho. Serviço essencial do Piauí amarrado a grupo de fora. Dignidade cobrada na conta e sentida no atraso, no plantão e na falta d’água. A AEGEA tem sede em SÃO PAULO e braço forte no RIO DE JANEIRO, na PROLAGOS e na ÁGUAS DO RIO. No Piauí, venceu sozinha o leilão de 30 DE OUTUBRO DE 2024 e começou a operar em 16 DE MAIO DE 2025. Em MASSAPÊ, a barragem de CARAÍBAS cheia e a cidade seca levaram o MP a abrir procedimento. Em PIRIPIRI, o promotor NIVALDO RIBEIRO pediu regularização e R$ 5 MILHÕES por dano moral coletivo. Em SÃO FRANCISCO DE ASSIS DO PIAUÍ, a Justiça mandou pipa sem custo extra e fatura suspensa.

Em URUÇUÍ, depois de CINCO DIAS sem água em junho de 2025, a Prefeitura foi à Justiça. Em 26 DE AGOSTO DE 2026, o juiz FRANCISCO ANTÔNIO MORAES FONTENELE JÚNIOR deu 24 HORAS para abastecer cerca de 80 FAMÍLIAS do SÃO FRANCISCO II, multa de R$ 10 MIL por dia. Poço de 110 METROS. Caixa de 10 MIL LITROS. O SILAS TV não inventou esses autos. Empilhou e perguntou quem fiscaliza quando o manancial tem água e a casa não.

O HOSPITAL REGIONAL TIBÉRIO NUNES, em FLORIANO, atende 74 MUNICÍPIOS do Vale dos Rios Piauí e Itaueira. Em fevereiro de 2025, o Portal AZ registrou o que a Secretaria de Saúde homologou: a gestão da unidade foi para a ASSOCIAÇÃO FILANTRÓPICA NOVA ESPERANÇA, a AFNE, de CAMPOS DOS GOYTACAZES, no RIO DE JANEIRO. A mesma OS levou o HOSPITAL REGIONAL SENADOR CÂNDIDO FERRAZ, em SÃO RAIMUNDO NONATO. O jornal lembrou o Intercept Brasil: o MPF acusou a AFNE de participar de esquema de desvio de verba da saúde no Rio na pandemia, no entorno que derrubou WILSON WITZEL, com menção à órbita do pastor EVERALDO. A entidade também apareceu em contrato de R$ 335 MILHÕES em São Paulo. Presunção de inocência vale. Entregar a referência do Sul do Piauí a quem já tinha esse histórico publicado não é detalhe. É escolha de governo.
A imprensa e os órgãos de controle não pararam no anúncio da OS. Em novembro de 2025, o COREN-PI fiscalizou o Cândido Ferraz, a outra unidade da AFNE, e achou jornada 12×36, relato de 48 horas sem extra, dúvida no piso da enfermagem, falta de ar-condicionado em toda a unidade, transferência de paciente com profissional levado à força. O TCE-PI, no acórdão 426/2025, apontou falha na transferência de bens públicos para OS em oito hospitais, entre eles o próprio TIBÉRIO NUNES. Em setembro de 2025, CGU, Polícia Federal e TCE deflagraram a OPERAÇÃO OMNI contra organização social no HOSPITAL ESTADUAL DIRCEU ARCOVERDE, em PARNAÍBA, com suspeita de fraude, peculato e lavagem. O SINDESPI já tinha dito, quando o Estado abriu a chamada das OS, que o modelo precariza direito e serviço. Em Floriano, o hospital carrega ferida antiga: em 2018 o então diretor ANCELMO JORGE deixou o cargo falando em dívida de R$ 4 MILHÕES e folha que o orçamento não cobria. Em 2025 o MP apurou se a ex-diretora administrativa VIVIANE KALUME recebia sem cumprir carga. Na saúde municipal da mesma cidade, o promotor EDGAR DOS SANTOS BANDEIRA FILHO denunciou a secretária CAROLINE REIS por contrato de R$ 720 MIL em limpeza já coberta por outros R$ 6,2 MILHÕES. Água na reportagem do SILAS TV. Saúde no dossiê que a imprensa já montou. A AEGEA não é a AFNE. Uma fatura a torneira. A outra fatura o leito e a folha. As duas amarram o Piauí a quem veio de fora e responde primeiro ao contrato. Quem vive em Uruçuí, Massapê, Floriano e São Raimundo Nonato responde com sede, fila e plantão estourado. Enquanto AGRESPI, Sesapi, MP e TCE andarem atrás da nota oficial, o que se drena não é só reservatório. É o mínimo que o Estado prometeu quando entregou água e hospital a empresa e a OS.

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