O presidente dos Estados Unidos e a primeira-dama receberam nesta quinta-feira o líder chinês e Peng Liyuan em evento oficial com CEOs de tecnologia e menu misto, enquanto redes sociais no Brasil questionam o contraste com a retórica contra o Partido Comunista. Donald Trump e Melania Trump receberam nesta quinta-feira (24) Xi Jinping e Peng Liyuan para o jantar de Estado na Casa Branca, peça central da cúpula bilateral entre Estados Unidos e China. A foto oficial dos quatro em traje formal no evento virou munição nas redes para ironizar quem via no republicano o líder da cruzada anticomunista. O encontro ocorre no East Room, com decoração em vermelho e dourado. Trump discursou que os dois países representam sistemas diferentes, mas que os laços entre os povos “nunca estiveram melhores”. Xi respondeu que o “Make America Great Again” e o rejuvenescimento nacional chinês podem se reforçar.
A lista de convidados privilegiou o mercado. Estiveram Elon Musk, Jensen Huang (Nvidia), Tim Cook, Sam Altman (OpenAI), Jeff Bezos, Mark Zuckerberg, Satya Nadella, Sundar Pichai e Lisa Su (AMD), entre outros executivos de tecnologia e luxo. O foco da visita é comércio, inteligência artificial e investimento, não doutrina. O cardápio misturou referências. Entrada de velouté de abóbora com cogumelos, pancetta e óleo de cebolinha. Prato principal de robalo com crosta de gergelim, bok choy braseado, berinjela assada e molho verde. Sobremesa de crémeux de baunilha com cereja e sorvete de mel da Casa Branca. No Brasil, posts circularam perguntando por que o mesmo Trump apontado como barreira ao comunismo oferece gala ao secretário-geral do Partido Comunista Chinês. A imagem do casal americano ao lado de Xi e Peng Liyuan alimentou a cobrança pelo contraste entre palanque e diplomacia.
A visita de Estado, a primeira de Xi à Casa Branca em mais de uma década, segue o padrão clássico de cúpula: honras militares, conversas reservadas sobre Taiwan, tarifas e tecnologia, e o jantar como vitrine. O gesto não apaga as divergências. Só mostra que, na prática, o comércio e a foto oficial pesam mais que o slogan.

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