Noventa e três bases sindicais rejeitaram a proposta do banco. O estopim é o Saúde Caixa. No Estado, a adesão chegou perto de 100% nas unidades da Caixa, do Banco do Brasil e da Basa. São João dos Patos (MA) – A Caixa Econômica Federal entra hoje em greve nacional por tempo indeterminado. No Maranhão, a paralisação começou na terça-feira (8) e já fechou o atendimento presencial em agências de São Luís, Imperatriz, Caxias, Açailândia, Timon e outras cidades. Funcionários de 93 bases sindicais da Caixa aprovaram a greve. No Banco do Brasil, 27 bases também pararam a partir desta quinta-feira (10). Outras 60 rejeitaram o acordo, mas preferiram tentar reabrir as negociações. O Pará está parado desde sexta-feira (4). Rio Grande do Norte e empregados da Caixa em Goiás cruzaram os braços na terça. A paralisação se confirma no Ceará, Bahia, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Piauí, Sergipe, Tocantins, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Dos bancos públicos, o Banco do Nordeste não aderiu à greve nacional e deve permanecer em funcionamento.
O conflito central é o Saúde Caixa. Os trabalhadores cobram mudanças no financiamento do plano, além de carreira, condições de trabalho, remuneração e direitos. Hoje o empregado paga 3,5% do salário-base e R$ 480 por dependente. O valor sobe para R$ 800 na faixa de 24 a 27 anos. A proposta do banco elevava a contribuição para 5,5% e o valor por dependente para R$ 870, chegando a R$ 1.050 na mesma faixa. A categoria quer o fim do teto de 6,5% da folha para o patrocínio do plano e a volta da divisão 70% banco e 30% empregados. Bancos privados e parte do Banco do Brasil assinaram na quarta-feira (9) a Convenção Coletiva com reposição do INPC mais 0,6% de aumento real. A Caixa diz que mantém o diálogo e que aplicativo, autoatendimento e WhatsApp seguem no ar.

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