Candidato do PL detalhou propostas para as contas públicas em sabatina com Renata Lo Prete e foi confrontado em painel da GloboNews por investigações que envolvem seu nome.
Rio de Janeiro (RJ) O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou nesta sexta-feira (16) que pretende promover um ajuste fiscal da ordem de R$ 200 bilhões sem alterar o reajuste do salário mínimo acima da inflação, a correção das aposentadorias ou os pisos constitucionais de saúde e educação. Em sabatina conduzida por Renata Lo Prete e exibida pela TV Globo após o Jornal Nacional, ele disse que “o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”. Como caminhos para o corte de despesas e ampliação de receitas, o candidato citou a redução de pelo menos dez dos 39 ministérios atuais, mudanças na gestão das empresas estatais e o combate à corrupção. Sobre as estatais, afirmou que no governo de Jair Bolsonaro elas registraram R$ 18 bilhões de resultado positivo, enquanto no governo atual teriam acumulado R$ 36 bilhões de prejuízo. Também mencionou a utilização de imóveis públicos abandonados – mais de 30 mil, segundo ele reunidos em um fundo e securitizados, além da exploração de petróleo na Margem Equatorial e do uso de inteligência artificial para governança dos gastos.
“Tem de onde tirar, tem muito corte de despesas, em especial no combate à corrupção”, declarou Flávio durante a entrevista.
Na sequência da cobertura, no programa Central das Eleições da GloboNews, a jornalista Natuza Nery questionou a proposta. Em tom de crítica, ela perguntou quem seria Flávio Bolsonaro para afirmar que resolveria o problema fiscal do país por meio do combate à corrupção, citando as investigações que envolvem o candidato no caso do financiamento do filme Dark Horse cinebiografia de Jair Bolsonaro – com recursos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e o antigo processo de rachadinhas em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio, arquivado em 2022. O trecho do painel circulou nas redes sociais com comentários que destacaram o contraste entre a promessa de combate à corrupção e os casos que ainda envolvem o nome do senador. Flávio permanece formalmente investigado no inquérito sobre o Dark Horse, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados ao financiamento da produção.

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