O presidente Donald Trump aprovou a execução por pelotão de fuzilamento do ex-major Nidal Malik Hasan, condenado à morte em 2013 por matar 13 pessoas e ferir 32 na base militar do Texas, com data marcada para 3 de dezembro de 2026 às 13h e anúncio de transmissão pela internet.
Fort Hood (TX) Nidal Malik Hasan, então major e psiquiatra do Exército dos Estados Unidos, abriu fogo em 5 de novembro de 2009 no interior da base, gritando “Allahu Akbar”, e abateu 13 pessoas, a maioria soldados desarmados, além de ferir outras 32. Baleado por policiais durante o confronto, ficou parcialmente paralisado e passou a depender de cadeira de rodas. Em 2013 um tribunal militar o condenou à morte por 13 homicídios premeditados e 32 tentativas de homicídio, sentença que permaneceu em vigor no corredor da morte militar até que o processo de recursos se esgotasse. Em outubro de 2026 o secretário de Defesa Pete Hegseth recomendou a execução por fuzilamento de soldados na própria Fort Hood, hoje também chamada Fort Cavazos, e o presidente Donald Trump aprovou a sentença. A data foi fixada para 3 de dezembro de 2026, às 13h no horário local, coincidindo com o horário e o local do ataque de 2009. Hegseth declarou publicamente que a execução seria “pública” para que as pessoas “entendam que existem consequências sérias para esse tipo de coisa”, e um funcionário do Pentágono confirmou que haverá transmissão ao vivo pela internet, embora a plataforma e o formato ainda não tenham sido detalhados. Se ocorrer como anunciado, será a primeira execução de um militar americano desde 1961, a primeira por fuzilamento militar desde a Segunda Guerra Mundial e a primeira execução pública ou transmitida nos Estados Unidos em quase 90 anos, desde o caso de grande repercussão de 1936. A decisão gerou críticas de políticos de diferentes espectros, especialistas em direito militar e organizações de direitos humanos, com questionamentos sobre a legalidade da transmissão e possíveis barreiras judiciais. O vice-presidente JD Vance expressou dúvida se a transmissão realmente acontecerá e afirmou que não pretende assistir. Hasan ainda pode buscar recursos na Justiça civil federal, o que poderia adiar a data marcada. A escolha do método, do local e do horário por Hegseth e Trump coloca em evidência o contraste entre a justiça militar e o debate sobre exposição pública de uma execução em tempo real.

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