Presidente e candidato à reeleição afirma que muito dinheiro na mão de poucos gera pobreza e pouco dinheiro na mão de muitos gera riqueza, apostando em pequenos negócios e MEIs em vez de cortes que recaiam sobre os mais pobres.
Brasília (DF) O presidente LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA (PT) reafirmou nesta quinta-feira, 15 DE OUTUBRO DE 2026, durante entrevista à TV GLOBO conduzida pela jornalista RENATA LO PRETE, a tese que atravessa seus mandatos e agora a campanha de reeleição: MUITO DINHEIRO NA MÃO DE POUCOS É POBREZA. POUCO DINHEIRO NA MÃO DE MUITOS É RIQUEZA. A declaração, captada em clipe de cerca de vinte segundos e compartilhada por veículos como o do jornalista HUGO GLOSS, resume a visão de que o crescimento brasileiro depende menos de austeridade clássica e mais da circulação de renda na base da economia. Em segundo turno contra FLÁVIO BOLSONARO, LULA rejeitou a ideia de que o ajuste fiscal se resolva cortando do pobre e sustentou que o caminho é fazer a economia crescer, com dinheiro rodando na mão do povo. Na sabatina, o candidato explicitou a divergência com a avaliação do presidente do BANCO CENTRAL, GABRIEL GALÍPOLO, de que o modelo baseado na expansão da renda e do crédito estaria ultrapassado. LULA tratou a dívida pública com respeito e disse não querer que ela cresça, mas defendeu que endividamento pode ser útil se construir ativos para o país. O único jeito de reduzir o déficit em relação à dívida, argumentou, é crescer a economia, não cortar do pobre. Toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga, e ele não aceita esse caminho. A microeconomia aparece como o motor: fazer o dinheiro circular entre muitos, em vez de ficar concentrado em meia dúzia de pessoas, sob risco de o BRASIL continuar pobre. A expectativa expressa é de que o país figure entre as oito maiores economias do mundo no ano seguinte.
Essa leitura se conecta a medidas concretas recentes voltadas aos microempreendedores individuais. O pacote PROSPERA MEI anunciado dias antes inclui proposta de perdão de cerca de R$ 12,6 BILHÕES em dívidas tributárias de aproximadamente 3,6 MILHÕES de MEIs junto à Dívida Ativa da União, aumento do teto de faturamento da categoria em direção a R$ 140 MIL, e a ideia de um PIX MEI de até R$ 5 MIL para investimentos em pequenos negócios, sem necessidade de devolução do recurso, com impacto estimado de R$ 5 BILHÕES entre 2027 e 2030. Há ainda movimentos para resolver dívidas bancárias e ampliar a dispensa de notas em vendas a pessoas físicas. Para LULA, prosperidade não é privilégio, mas direito, e o apoio a quem trabalha por conta própria fortalece a circulação de renda que, na sua tese, transforma pequenos volumes distribuídos em riqueza coletiva.
A narrativa se constrói sobre o contraste entre concentração e dispersão. Quando a riqueza se acumula em poucos, a demanda se retrai, o consumo se limita e a pobreza se institucionaliza. Quando valores menores circulam entre muitos, o giro acelera, o pequeno comércio se move, o MEI gera emprego e o efeito multiplicador se espalha. Políticas de reajuste do salário mínimo acima da inflação, isenções e incentivos à base produtiva entram nessa lógica de estímulo pela demanda, em oposição a cortes que, segundo o presidente, sempre recaem sobre quem menos tem. A entrevista também tocou em outros temas do segundo turno, como a redução da maioridade penal para crimes hediondos, a relação com os ESTADOS UNIDOS e questões do Judiciário, mas o eixo econômico permaneceu o de rejeitar a austeridade que penaliza o pobre em favor da microeconomia e da circulação de renda. O eco da tese permanece aberto. LULA apresenta a distribuição como motor de crescimento e a concentração como freio estrutural. Críticos apontam riscos de endividamento e questionam a sustentabilidade fiscal sem cortes, enquanto o mercado reage a sinais de continuidade dessa visão. O fato concreto da entrevista de 15 de outubro é a reafirmação pública, em horário nobre e a poucos dias do segundo turno, de que o caminho preferido é fazer o dinheiro rodar na mão de muitos. O que isso produzirá na prática da economia brasileira, e como o eleitorado processará essa escolha entre microeconomia e austeridade clássica, segue como a pergunta que a campanha e os próximos meses terão de responder.

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